Setembro Amarelo: Falar é preciso
A fala pode ser a nossa maior ferramenta de comunicação. Ela nos permite a possibilidade de compreender ou incompreender, unir ou desunir, juntar, questionar, defender, ofender, mas ela pode mais, bem mais, que poucas vezes percebemos, ela pode libertar, sim, libertar.
A fala talvez seja o que nos falte para compreendermos o que tanto questionamos, o que nos incomoda, o que nos causa angústia. A fala talvez seja o que precisamos para dar voz àquilo que silêncio em nós, àquilo que chora, que clama, e que muitas vezes pede socorro.
O silêncio nem sempre é a melhor saída, ele nos oferece possibilidades danosas, para quem somos, e como somos, para o que podemos fazer de si.
A fala, em seu sentido mais positivo, nos possibilita a construção de um novo mundo, de novos conceitos sobre si, e sobre os outros. É importante se ouvir.
Se ouvir para perceber o que se é dito, se ouvir para se sentir, para ser e se encontrar em uma voz que é bem mais forte, mais corajosa e mais autônoma que se imagina.
Falar para não adoecer, para não se machucar, e assim, não precisar magoar o outro, a sua fala também tem poder sobre ele. Da mesma forma que a fala liberta, ela aprisiona. Que seja nos permitido sempre a primeira opção - Falar para libertar -se.
Não silencie diante de si mesmo. Falar ainda é uma alternativa.
Nesse Setembro Amarelo busque valorizar a possibilidade da fala, da busca por outras alternativas mais saudáveis e que valorize a sua vida. Fale, encontre-se, liberte-se.
Setembro Amarelo em prevenção ao suicídio.
*David Junior*
_Psicólogo e Professor de Filosofia_
