segunda-feira, 8 de junho de 2026

Ministério da Saúde suspende vacina da dengue após o registro de duas mortes suspeitas


O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue Butantan-DV em todo o país. A decisão foi tomada após o registro de dois óbitos suspeitos e de casos de reações adversas graves que estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.

De acordo com a pasta, cerca de 500 mil doses do imunizante haviam sido aplicadas até o dia 30 de maio. Entre os vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o que corresponde a 0,7% do total. Desses casos, 42 apresentaram sinais de alarme compatíveis com dengue grave e foram classificados como graves.

Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que, até o momento, as investigações realizadas por sistemas municipais e estaduais de vigilância não encontraram evidências suficientes para estabelecer uma relação direta entre a vacina e os dois óbitos registrados. Todos os casos seguem sob análise.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV é a primeira vacina contra a dengue aplicada em dose única no mundo e também a primeira produzida integralmente no Brasil. A campanha de imunização foi iniciada neste ano, priorizando profissionais de saúde, que receberam cerca de 417 mil doses.

Outras 83,6 mil doses foram aplicadas em pessoas de 15 a 49 anos nos municípios de Botucatu, em São Paulo; Maranguape, no Ceará; Nova Lima, em Minas Gerais; e na região de Araguaína, no Tocantins. Segundo o Ministério da Saúde, não foram registrados eventos adversos nessas localidades.

Com a suspensão, estados e municípios deverão interromper a aplicação do imunizante até a conclusão das investigações. O governo federal informou ainda que reforçará a busca ativa por possíveis efeitos adversos. Pessoas vacinadas nos últimos 21 dias foram orientadas a monitorar sintomas como febre, dor abdominal, vômitos e outros sinais compatíveis com dengue grave, procurando atendimento médico em caso de necessidade.

*Da redação do BFJR, com dados do G1