SEM AMOR EU NADA SERIA!
Estamos vivenciando os últimos dias do mês de setembro. Durante todo este mês a mídia focou em um tema polêmico e porque não dizer assustador: o suicídio. Setembro amarelo.
Suicídio ou autocídio do latim, sui, ou do grego autos: "próprio" e do latim caedere ou cidium: "matar" é o ato intencional de matar a si mesmo.
Albert Camus escreveu certa vez: O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia.
Há muitas explicações psicológicas para a causa do suicídio. Adentrar neste contexto é complexo e requer muito tempo.
Preferi portanto, me deter no aspecto da importância de falar abertamente sobre o assunto e de extrapolar o mês de setembro. Por quê não todos os meses?
Segundo algumas pesquisas o Brasil apesar de não está nos primeiros, no ranking das mortes auto-infligidas , continua com uma crescente no número de suicídios.
É necessário e urgente rompermos com este tabu. É como se, não falássemos e o suicídio deixasse de acontecer. E é exatamente o contrário.
Certo dia li este termo: falar com o coração. E comecei a refletir sobre isso. Falamos muito. Mas falamos com o coração? Falar com o coração, é falar mesmo no silêncio, no olhar, no abraço apertado, na distância presente. É a fala de coração para coração. Que independe de tempo e distâncias. O que conta mesmo é o amor!
Será que este não seria o caminho para diminuir as desesperanças e as dores da vida ? Para que o real sentido do viver fosse compartilhado pelo lindo testemunho de que a efemeridade da vida é que faz sentido para vivê-la com todo ardor e amor?
São Paulo na sua carta aos Coríntios já nos indicava o caminho:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
Então, aproveitemos a brevidade da vida e amemos mais e melhor!
Carpe diem !
Ana Jacqueline Braga Mendes
Secretária da Educação Básica de Brejo Santo
A autora
Ana
Jacqueline Braga Mendes é especialista em administração educacional
pela Universidade Salgado de Oliveira - RJ, especialista em gestão
escolar pela Universidade Estadual do Ceará, graduada em geografia pela
Universidade Regional do Cariri.
Atuou como:
Professora Concursada do Estado do Ceará
Coordenadora Pedagógica do Educandário Aurélio Buarque
Professora Colaboradora da Universidade Regional do Cariri - URCA
Professora Colaboradora da Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN
Orientadora de Monografias
Supervisora
da Coordenadoria Regional de Ensino - CREDE 20 no Núcleo de
Desenvolvimento de Ensino – Responsável pelas escolas da rede estadual
que compõem os 10 municípios da CREDE 20.
Secretária executiva da educação do município de Brejo Santo – CE.