quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Leia a COLUNA DA JACQUELINE


Pátria amada, Brasil!

Há muito heroísmo em torno da independência do Brasil? 

O Brasil tornou-se  independente oficialmente  através da ação de Dom Pedro, que à beira do Rio Ipiranga , ergue sua espada , ao som do brado retumbante  “Independência ou morte”, rompendo os laços coloniais  entre Brasil e Portugal . Será que foi simples assim?  A independência seria realmente sinônimo de liberdade?

Analisar este fato histórico tomando como referência a história viva, a que de fato aconteceu é a busca da  educação . Analisar o contexto histórico diante os verdadeiros fatos.

Nesta busca  surgem os ideais  de liberdade que  teimam em renascer na consciência cidadã de cada brasileiro: a quebra  dos grilhões da corrupção, da ignorância , do preconceito, da violência, dos falsos moralismos, e tantos outros que ainda mantem encarcerados muitos brasileiros.

Só a educação liberta, e é por este viés que lutamos.  A ignorância , não só a erudita,  é um mal que só pode ser curado através da educação. Reclamar do governo, encontrar culpados  e se isentar de qualquer responsabilidade não nos fará uma nação melhor.

Somos resultado de tudo isso que hoje assola nosso imenso  e grandioso país.
E o dia de hoje nos é propicio para refletirmos sobre o artigo 1º da Constituição de 1988 , paragrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

E parafraseando Leonardo Boff concluo: Não dá mais para nos iludir, cobrindo as feridas do Brasil com esparadrapos. Ou mudamos de curso  ou o abismo já nos espera.
Teimo em acreditar que mudaremos de curso e como bem disse Rubem Alves:

Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. “Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.” Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: “E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível…” Otimismo é alegria “por causa de”: coisa humana, natural. Esperança é alegria “a despeito de”: coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade. O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce…”
“Verás que um filho teu não foge a luta”.

Ana  Jacqueline Braga Mendes