Pátria amada, Brasil!
Há muito heroísmo em torno da
independência do Brasil?
O Brasil tornou-se independente oficialmente através da ação de Dom Pedro, que à beira do
Rio Ipiranga , ergue sua espada , ao som do brado retumbante “Independência ou morte”, rompendo os laços
coloniais entre Brasil e Portugal . Será
que foi simples assim? A independência
seria realmente sinônimo de liberdade?
Analisar este fato histórico tomando
como referência a história viva, a que de fato aconteceu é a busca da educação . Analisar o contexto histórico
diante os verdadeiros fatos.
Nesta busca surgem os ideais de liberdade que teimam em renascer na consciência cidadã de
cada brasileiro: a quebra dos grilhões da
corrupção, da ignorância , do preconceito, da violência, dos falsos moralismos,
e tantos outros que ainda mantem encarcerados muitos brasileiros.
Só a educação liberta, e é por este
viés que lutamos. A ignorância , não só
a erudita, é um mal que só pode ser
curado através da educação. Reclamar do governo, encontrar culpados e se isentar de qualquer responsabilidade não
nos fará uma nação melhor.
Somos resultado de tudo isso que hoje
assola nosso imenso e grandioso país.
E o dia de hoje nos é propicio para
refletirmos sobre o artigo 1º da Constituição de 1988 , paragrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce
por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição”.
E parafraseando Leonardo Boff concluo: Não dá mais para nos iludir, cobrindo as feridas do
Brasil com esparadrapos. Ou mudamos de curso
ou o abismo já nos espera.
Teimo em acreditar que mudaremos de curso e como
bem disse Rubem Alves:
“Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é
possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. “Otimismo é quando,
sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança
é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar
dentro do coração.” Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: “E no meio
do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível…” Otimismo é
alegria “por causa de”: coisa humana, natural. Esperança é alegria “a despeito
de”: coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas
raízes na eternidade. O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele
morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela
floresce…”
“Verás que um filho teu não foge a luta”.
Ana Jacqueline
Braga Mendes