A FELICIDADE PRECISA DE OUSADIA!
Para você, o que é
Felicidade? Como ela tem se feito presente em sua vida? Quais os sentidos e
significados a felicidade tem despertado em você? Há alguns dias fiz a leitura
de um texto de Sigmund Freud, sobre A
Civilização e os seus descontentamentos, no qual o autor nos traz um tópico
sobre as nossas possibilidades de
felicidade, e que me permitiu outros olhares sobre o que de fato buscamos
nessa “tal felicidade”, os quais gostaria de compartilhar com os leitores.
Desde
muito cedo, em nossa vida, ouvimos falar que devemos buscar a felicidade [uma
sensação de prazer, de contentamento, de completude, de bem estar], mas não por
muitas vezes não temos dado sentido ou significado a esse sentimento que nos
nutre com foco em um fim que nos ofereça prazer...
Em tempos
difíceis, como o que temos vivido, pensar sobre o que queremos enquanto
felicidade pode nos desacomodar, nos tirar da nossa zona de conforto, nos
possibilitando desejo em outros fins, em uma espécie de “felicidade de nós
mesmos”, e não a alheia, oferecida por fatores externos, não nossos, e que em
síntese não nos fazem tão felizes assim.
É nessa
busca constate por prazer - seja ele momentâneo ou não – o que temos nomeado de
felicidade, que também gerado em nós sofrimento e dor, por causarmos
desencontros entre os nossos desejos e nossas realizações, e buscado
“encontrar-se” no que é proposto [ou imposto] pelo sistema de sociedade que
vivemos, pelas normas morais, pelo capitalismo, por nossas relações entre
humanos, deixando-se de ser quem se é, para ser feliz, não em si, mas para o
outro.
A ousadia,
o desacomodar-se, o lutar para ser quem se é são caminhos para que consigamos
atingir o que chamamos de felicidade. Nos desprendermos do que tem incomodado a
nossa existência não é tão fácil, mas por certo prazeroso no final, e é aí que
a “liberdade” se confunde com o se fazer feliz.
Ousar é
difícil, porém preciso. Temos reduzido a nossa felicidade ao que nos causa
conforto. Para Freud, temos temido ao sofrimento, temos nos contentado com o
pouco, sem buscarmos, de fato, o prazer que nos realiza, o que nos possibilita
a felicidade. Por isso ousemos ser felizes, e não confortáveis. Até a próxima!
David
Junior
Psicólogo
