O brincar na infância é coisa séria
Não é apenas um passa tempo, nem tão somente um entretenimento, a criança não está “só brincando”. A brincadeira tem sentido, faz sentido, cria, imagina, desenvolve, possibilita, possui afeto, e é essencial para a estruturação de uma vida psíquica saudável na infância.
Brincadeiras lúdicas ou educativas possuem um papel importante no desenvolvimento de uma vida psíquica saudável da criança, pois no ato do brincar estão envolvidas habilidades cognitivas, sócio-afetivas e morais que auxiliam na estruturação da vida emocional. O brincar também pode ser uma forma que a criança possui para expressar seus medos, ansiedade, conflitos, angústias, tristezas, e percepções sobre o mundo e sobre si mesmo.
O ato do brincar possibilita a autodescoberta, é nesse momento que a criança expressa livremente o que está com ela ou o que é dela, no sentido de aos poucos ir se descobrindo enquanto sujeito, porém a partir do prazer da ludicidade.
A brincadeira permite a percepção dos limites e das capacidades que a criança possui, são desafios e atividades que oportunizam o contato com o mundo interno e externo da criança.
Há, portanto uma junção de uma fase importantíssima para o desenvolvimento do sujeito – a infância – e por isso devemos olhar com muito cuidado para esse momento da vida, com o brincar, uma forma prazerosa que a criança possui de se descobrir e descobrir também o mundo.
Façamos do brincar um ato de liberdade para nossas crianças, não se restringindo apenas aos brinquedos estruturados, fabricados, mas também aos que as crianças podem produzir, construir e se realizarem, como protagonistas daquele processo. O brincar na infância é coisa série.
Uma ótima semana. Até a próxima.
David Junior – Psicólogo
