Confusão, erros de informação e tumulto marcaram a realização da prova escrita do concurso para o Colégio da Polícia Militar do Ceará General Edgard Facó, em Fortaleza, na manhã deste domingo (10). Os pais dos estudantes estão incertos sobre o andamento da prova, mesmo após uma liminar concedida pela Justiça autorizar candidatos com inscrições indeferidas por divergência de faixa etária.
Adolescentes que deixaram o local de prova a partir das 10h relataram que tiveram de escrever o próprio nome e o número da inscrição à mão, tanto no caderno de questões quanto no cartão-resposta.
“Com certeza vai dar problema. Minha sobrinha está correndo o risco de ser excluída. É constrangimento para as crianças e para os pais. Foi tudo desorganizado”, indigna-se a dona de casa Roziene Costa, que, além de Maria Eduarda Barroso, 12, levou dois filhos para realizar a prova na Escola Adauto Bezerra, no bairro de Fátima.
Uma ação coletiva foi impetrada no último sábado (9) pela Defensoria Pública do Estado em favor de cerca de 700 crianças e adolescentes que tiveram a inscrição cancelada por problemas de checagem de dados no sistema. Segundo os pais, no ato da inscrição, o campo “data de nascimento” ficava ao lado do nome do responsável, e não da criança, o que pode ter induzido ao erro. Ainda na noite de sábado, a juíza Maria Marleide Queiroz concedeu liminar que garantiu a realização das provas.
Fonte: Diário do Nordeste