quinta-feira, 29 de novembro de 2018

COLUNA DA JACQUELINE - Morangos à beira do abismo

Morangos à beira do abismo


Hoje pus-me a pensar  sobre a palavra ESPERANÇA.
Como precisamos vivenciá-la nos dias de hoje. E como está sendo difícil exercitá-la.
Esperança é  o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança  é acreditar que alguma coisa muito desejada vai acontecer.
Nos últimos dias venho me perguntando: onde mora minha esperança?
Albert Camus afirmava que sua esperança estava  numa multidão de indivíduos, independentemente do seu lugar social ou econômico, que vivem possuídos pelo sonho da vida, da beleza e da bondade... e enfatizava: E no meio do inverno eu descobri um verão invencível..
Se eu souber onde mora a minha esperança, terei razões para viver e razões para morrer. E a vida ficará bela mesmo no meio das lutas.
Onde está minha esperança?
Rubem Alves faz um paralelo entre otimismo e  esperança. Coloca-a como oposto do otimismo.
Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro.
Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.
Otimismo é alegria por causa de: coisa humana, natural.
Esperança é alegria a despeito de: coisa divina.
O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade.
O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre.
A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce. Basta-lhe um morango à beira do abismo.
Hoje, é tudo o que temos (...): morangos à beira do abismo, alegria sem razões. A possibilidade da esperança..."
Encontrei minha esperança: morangos à beira do abismo!
E finalizo repetindo a prece de Rabindranath Tagore :
Senhor! Dá-me a esperança, leva de mim a tristeza e não a entrega a ninguém...
Dá-me o sabor de saber perdoar e afasta de mim os desejos de vingança.
Ajuda-me a fazer feliz o maior número de possível de seres humanos, para ampliar seus dias risonhos e diminuir suas noites tristonhas.
Não me deixe ser um cordeiro perante os fortes e nem um leão diante dos fracos.
Imprime em meu coração a tolerância e o perdão e afasta de minha alma o orgulho e a presunção.
Deus! Encha meu coração com a divina fé... Faz-me uma mulher realmente justa!
Por uma humanidade melhor!
Jacqueline Braga