Dr. Welilvan, o médico da nossa gente, do povo de Brejo Santo!
Na década de 1970, Heller já defendia que seria pouco proveitoso ao historiador perceber a história senão permeada pelos acontecimentos do cotidiano, pois a vida cotidiana seria a verdadeira essência da substância social. Sendo assim, o cotidiano não estaria “fora” da História, mas sim no centro dos acontecimentos. Ele poderia ser entendido como a raiz que sustenta tudo o que lhe sobrepõe: relações de trabalho, decisões políticas e acontecimentos econômicos, partiriam da vida cotidiana, onde seriam engendrados e postos em funcionamento (JUNIOR, 2003).
Gostaria de introduzir o texto de hoje com o parágrafo acima por que ao registrar a história de pessoas que estão presentes em nosso cotidiano, são pessoas individuais e com sua história compõe o hoje coletivamente. Para Heller todo homem nasce do cotidiano. Assim como Heller, Michel de Certeau, revela que a história cotidiana nos é dada a cada dia. Todos os textos aqui publicados de fato nos oferece um “presente” de conhecimentos vividos no passado, mas vivo na atualidade.
Baseando-me nestes estudiosos historiadores e filósofos é que gostaria de enfatizar nossa homenagem de hoje. Quando lancei o convite, senti-me mais uma vez honrada e muito feliz pela resposta positiva de Dr. Welilvan Landim. Uma tarde rica em conhecimentos, e que vivência histórica de vida e de tempo dedicado a saúde de Brejo Santo!
O intitulei neste artigo como o médico da nossa gente, do povo de Brejo Santo, por que só adentrando um pouco na sua história de vida e que entenderemos o título aqui exposto:
Dr. Wellilvan nasceu na cidade de Brejo, filho do casal Ivan Leite Landim e de Teresinha Leite Lucena. Dr. Welilvan teve uma infância saudável, e residiu na rua Santa Teresinha até sua adolescência e só depois foram residir na Rua José Matias Sampaio. Atualmente é casado com Diana Lucena, cuja profissão é enfermeira, do casal nasceram os filhos: Rafael, Mateus, Davi e Daniel e Zacarias, filho não adotado, mas do coração.
Ao perguntar sobre sua infância, ele revela que aos nove anos de idade saiu para estudar fora e diz: “Foi todo um preparo para melhorar, adquirir conhecimentos, mas sempre com o intuito de voltar e poder servir, de alguma forma aqui em Brejo Santo”. Dr. Welilvan estudou em escola pública, na escola Balbina Viana Arrais, conhecida como Estadual. Sobre as brincadeiras de rua revela: “Aqui era brincadeira de rua, era nos sítios, por que tinha uma tia que morava na Zona Rural, pra gente era uma diversão, aqui também foi trabalho, por que papai não deixava a gente com tempo livre não, era o tempo da escola e o tempo de fazer os deveres de casa, algum tempo para brincar, mas tinha que ajudar na farmácia”. Ele diz que era de casa para farmácia. Ao sair para estudar fora com nove anos de idade, mas retorna e permanece na cidade por mais dois anos e aos treze anos decide retomar os estudos fora. Dr. Welilvan demonstra-se bairrista ao dizer; “A gente estava fora e era o tempo todinho pensando na chegada das férias para poder voltar”.
Ao perguntar sobre sua infância, ele revela que aos nove anos de idade saiu para estudar fora e diz: “Foi todo um preparo para melhorar, adquirir conhecimentos, mas sempre com o intuito de voltar e poder servir, de alguma forma aqui em Brejo Santo”. Dr. Welilvan estudou em escola pública, na escola Balbina Viana Arrais, conhecida como Estadual. Sobre as brincadeiras de rua revela: “Aqui era brincadeira de rua, era nos sítios, por que tinha uma tia que morava na Zona Rural, pra gente era uma diversão, aqui também foi trabalho, por que papai não deixava a gente com tempo livre não, era o tempo da escola e o tempo de fazer os deveres de casa, algum tempo para brincar, mas tinha que ajudar na farmácia”. Ele diz que era de casa para farmácia. Ao sair para estudar fora com nove anos de idade, mas retorna e permanece na cidade por mais dois anos e aos treze anos decide retomar os estudos fora. Dr. Welilvan demonstra-se bairrista ao dizer; “A gente estava fora e era o tempo todinho pensando na chegada das férias para poder voltar”.

Teço a pergunta como era a cidade de Brejo Santo naquela época: “Eu me lembro até quando chegou energia elétrica no Brejo. Era uma cidade do interior do Nordeste, muito atrasada, as dificuldades próprias daquela época, muita gente doente na farmácia de papai, não tinha hospital”. Revela que as escolas que tinham eram com dificuldades, o lazer era o de rua, improvisado, não tinha nada e as existia carências. Lembra ainda que poucas pessoas possuíam um situação favorável e que o conhecimento se tornava escasso.
Sigo a linha cronológica e Dr. Welilvan descreve sua juventude: “fui o fundador, do movimento Universitário em Brejo Santo, junto com Welington”. Foram seis anos nessa atividade, revela Dr. Welilvan. Toda a cidade era movimentada, tinha a parte ESPORTIVA: com jogos, com brincadeiras na praça, pau de sebo, corrida de jumento, o SUMOVE para jogar no Brejo Santo. A CULTURAL: concurso de redação, festival de música, júri simulado com o pessoal de Direito. Parte FESTIVA: Banda do Sargento Teles. Parte POLITICA: grandes nomes como Gonzaga Mota (foi governador), Eudoro Santana (pai do atual governador Camilo Santana), Maria Luiza (ex-prefeita de Fortaleza), Ivanildo Pereira o baluarte do MDB da ditadura. De fato era uma revolução cultural na cidade de Brejo Santo. Todos os envolvidos passavam o ano inteiro se preparando para a realização da Semana Universitária. “Tudo isso marca um aspecto positivo para poder chegar até aqui, além do movimento Universitário, houve a continuidade com a política, conseguimos fazer muita coisa que tinha cabeça de fazer pela cidade. A aguerrida era um grupo de pessoas, que se juntam para um bem comum”.
Sigo a linha cronológica e Dr. Welilvan descreve sua juventude: “fui o fundador, do movimento Universitário em Brejo Santo, junto com Welington”. Foram seis anos nessa atividade, revela Dr. Welilvan. Toda a cidade era movimentada, tinha a parte ESPORTIVA: com jogos, com brincadeiras na praça, pau de sebo, corrida de jumento, o SUMOVE para jogar no Brejo Santo. A CULTURAL: concurso de redação, festival de música, júri simulado com o pessoal de Direito. Parte FESTIVA: Banda do Sargento Teles. Parte POLITICA: grandes nomes como Gonzaga Mota (foi governador), Eudoro Santana (pai do atual governador Camilo Santana), Maria Luiza (ex-prefeita de Fortaleza), Ivanildo Pereira o baluarte do MDB da ditadura. De fato era uma revolução cultural na cidade de Brejo Santo. Todos os envolvidos passavam o ano inteiro se preparando para a realização da Semana Universitária. “Tudo isso marca um aspecto positivo para poder chegar até aqui, além do movimento Universitário, houve a continuidade com a política, conseguimos fazer muita coisa que tinha cabeça de fazer pela cidade. A aguerrida era um grupo de pessoas, que se juntam para um bem comum”.

A carreira de medicina descreve o seguinte: “Eu sempre tive vontade de ser médico, a gente via papai na farmácia e fazendo às vezes de médico, por que na época não tinha médico, hospital, até tinha. Tinha Dr. Miranda que tinha chegado e depois Dr. Cledson e a população imensa, como não tinha hospital as carências muito grande, e eu via ele tentando resolver tudo que podia, desde braço quebrado, injeção, sutura, gente por acidente por cobra, então tudo aquilo ali era um desafio”. Eles se sentiram desafiados a melhorar isso tudo. DR. Welilvan foi o primeiro médico da família, seis meses depois Welington, passaram juntos no vestibular, mas Welington assumiu depois. A formação de Dr. Welilvan é a Cirurgia Geral. Mas houve um concurso do estado e só tinha para Clínica Médica, o mesmo assumiu na área. Depois houve um concurso do antigo INAMPS, hoje é o Ministério da Saúde em também Clínica Médica.
Assim, Dr. Welilvan vai pontilhando sua carreira profissional a vida pessoal, e como consequência na vida da cidade. Descreve ainda que não adiantaria como médico consultar, passar remédios, sem ter a prevenção, exames complementares, a política foi praticamente algo obrigatório se quiséssemos exercer a medicina. “A razão da política como missão e melhoria de vida de quem a gente convivia ou tinha algum conhecimento e relacionamento, e exatamente o povo de Brejo Santo, a maioria com suas carências e a gente não podia se omitir”. Surge assim o Hospital Geral anos depois como consequência de todo o trabalho seja na parte social, como também política, implantado na cidade, e ressalta: “Se a gente queria transformar tudo isso aqui, melhorar, a vida do povo como um todo, sem o Hospital Geral, não conseguiríamos”. O Hospital atualmente dá um suporte assistencial na parte de treinamentos de se transformar em uma escola. Existe assim a capacitação em enfermagem, recepcionistas, informática, farmácia e laboratório, bem como estudantes da FMJ e UFCA. O Hospital Geral, recebe profissionais recém formados que adquirem uma experiência, residentes de ultrassom, pediatras, obstetrícia, pessoal da Bolívia, Pernambuco, João Pessoa, em fim um hospital escola.
Segue Dr. Welilvan nesta missão sublime que Deus lhe concedeu, respeitado por todos que fazem a cidade de Brejo Santo, como médico de referência na atuação profissional, solícito nas atividades que lhe são inerentes. Sua profissão é permeada de conquistas como: Clínica Médica, Obstetrícia (devido ao tempo hoje não atua), é especialista em Administração Hospitalar, Especialista em Saúde Pública e Controle de Infecção Hospitalar, Treinamento em Videolaparoscopia em Cuba, tudo isso adequando ao trabalho do Hospital Geral tendo como foco a utilidade prática para o trabalho em Brejo Santo. Dr. Welilvan recebeu homenagens na FJM em todas as turmas durante 6 anos e foi paraninfo por 3 vezes e na UFCA e foi homenageado pela turma, a qual o intitulou-a com seu nome. Motivo de orgulho e reconhecimento.
Dr. Welilvan assumiu a Secretaria de Saúde, como Secretário de Saúde na gestão de Welington Landim, quando Prefeito da cidade. Na época receberam o prêmio do Ministério da Saúde e Secretaria do Estado sobre imunização de 100% das crianças. Na aludida administração de Secretário e da Gestão do irmão, criou-se a Vigilância Sanitária, realizaram um trabalho de conscientização da retirada dos chiqueiros junto a população do antigo Serrote, hoje alto da Bela Vista tendo como intuito o bem estar da população local. Ainda na referida administração foi colocado um veterinário no Matadouro para se fazer a inspeção, outro fato foi a municipalização da Saúde, pois na época, era o FUNRURAL ou INPS, período posterior surge o SUS. Outra conquista foi a implantação da Farmácia Básica, a população era atendida no APAE, Sindicato dos Trabalhadores ou no Centro de Saúde, assim, o paciente tinha opções em procurar o medicamento. Com a criação do Conselho de Saúde, coloca-se o atendimento a toda população em um único local, onde hoje funciona de fato a Farmácia Básica.
Encerro o momento em que sempre peço aos homenageados que deixe uma frase e uma mensagem ao povo de Brejo Santo, eis na integra: “Digo a frase de papai, esse povo tem sido bom demais com a gente, ouvi muito dele. Brejo Santo tem a característica de povo trabalhador, adjetivo: TRABALHADOR! Progressista, um povo que gosta de coisas novas, os estudantes não tem medo de sair daqui e enfrentar vestibular em qualquer estado ou fora do país, é um povo que vence a vida nas capitais, até exterior e sempre com amor a terra”.Gratidão Dr. Welilvan pela sua riquíssima contribuição na nossa História Cotidiana, na nossa, saúde, enfim na vida dos Brejossantenses.
Agnes Heller (Budapeste, 12 de maio de 1929), é uma filósofa húngara. Discípula de Lukács.





