sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Ceará - Estudo revela alta possibilidade de nova onda de Covid-19 antes do carnaval

Foto: José Leomar/SVM

O Centro de Inteligência em Saúde do Estado do Ceará (Cisec) divulgou nesta quinta-feira (30) um boletim epidemiológico no qual alerta para uma grande chance de que uma terceira onda de Covid-19 aconteça no estado antes do carnaval de 2022. O cenário é previsto especialmente devido à disseminação da variante ômicron do coronavírus, segundo o estudo.


De acordo com o documento, "a experiência mostra que apesar do desestímulo do Governo à realização de eventos públicos de réveillon e de pré-carnaval e carnaval, a população organiza eventos privados nos quais aglomerações e comportamentos de risco são muito frequentes.


O Cisec afirma que a vacinação, o uso de máscara e álcool gel, além de desestímulo às aglomerações são os recursos disponíveis contra a terceira onda de Covid-19 no Ceará.


O boletim também traz a análise de concentração de vírus Sars-Cov-2 realizados nos esgotos de Fortaleza, que mostraram uma elevada concentração do vírus em áreas de Fortaleza ligadas às atividades turísticas na semana de 5 a 11 de dezembro. O fato pode estar ligado ao expressivo número de eventos como congressos na capital cearense.


Já na semana no Natal, entre 19 e 25 de dezembro, as elevadas taxas de concentração do vírus nos esgotos está associada ao fluxo de turistas na cidade e a outros eventos festivos associados a extratos sociais de alta renda, informou o boletim.


Casos na faixa de alta renda

Nas regiões de Fortaleza onde se concentram populações de alta renda (muito alto índice de desenvolvimento humano), o Cisec detectou um aumento expressivo na procura por assistência à saúde em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por queixas respiratórias.


Conforme o documento, atualmente a procura trata-se majoritariamente de pessoas diagnosticadas com a Influenza H3N2 a exemplo do que já ocorre em outros estados do país, contudo já há inúmeros relatos não oficiais que apontam para uma exacerbação no número de casos de Covid-19 em regiões da cidade com alto IDH.

 

*Da redação do BFJR com G1.