| (foto: Divulgação/SSPDS) |
Conforme a investigação da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), o casal alterava dados cadastrais de clientes, colocando endereços de moradores do Canindezinho para poder receber as mercadorias sem levantar suspeitas. Os objetos, então, eram comercializados nas redes sociais, diz o APF. Ainda é investigado como os suspeitos adquiriam os cartões.
Francisco Lucas e Maria Suelen foram presos quando um dos suspeitos recebia uma entrega. Com eles, foram apreendidos 13 cartões magnéticos, cinco celulares e três fones de ouvido, material que teria sido adquirido por meio da fraude.
Conforme divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a investigação teve início após a própria plataforma entrar em contato com a DDF e denunciar compras efetuadas em sites na internet com cartões de terceiros. "Os clientes só descobriram as compras ao receberem suas respectivas faturas", divulgou a SSPDS.
Os dois foram autuados pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato. Submetidos a audiência de custódia nesta quinta-feira, 20, Francisco Lucas e Maria Suelen tiveram a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva.
Cartões com os quais Francisco Lucas Marques de Sousa e Maria Suelen Magalhães de Sousa aplicariam os golpes(foto: Divulgação/SSPDS)
"Em razão da reiteração dos autuados, inclusive contra a mesma vítima e a da forma como os crimes foram praticados, inclusive no interior da residência dos autuados, tenho que outra medidas cautelares não sejam suficientes para prevenir a sociedade e o comércio eletrônico em geral, dos crimes cometidos pelos autuados, sendo, portando, no momento, necessária à conversão da prisão dos autuados em prisão preventiva, como garantia da ordem pública, pois, em liberdade, mesmo depois de terem cometido vários delitos de forma continuada e contra a mesma vítima, sentir-se-ão estimulados a cometer novos delitos", afirmou na decisão o juiz Cláudio Augusto Marques de Sales.
*Da redação do BFJR com O POVO.