Em defesa da vida, contra o racismo estrutural!
Cotidianamente ocorre em nossa sociedade o Racismo estrutural. Muitos de nós não temos esse conhecimento. Mas a Wikipedia nos informa que:
“ Racismo estrutural é a formalização de um conjunto de práticas institucionais, históricas, culturais e interpessoais dentro de uma sociedade que frequentemente coloca um grupo social ou étnico em uma posição melhor para ter sucesso e ao mesmo tempo prejudica outros grupos de modo consistente e constante causando disparidades que se desenvolvem entre os grupos ao longo de um período de tempo. O racismo social também foi chamado de racismo estrutural, porque, segundo Carl E. James, a sociedade é estruturada de maneira a excluir um número substancial de minorias da participação em instituições sociais.” Essa questão não acontece somente no Brasil, recordemos o caso de George Floyd, nos Estados Unidos que teve repercussão mundial, e tantos outros. No Brasil o caso de MARIELLE FRANCO ( mulher e negra), enfim muitos casos publicados e outros que as vezes não temos conhecimentos.
E infelizmente os casos se repetem e exatamente semanas anteriores ocorreu com dois jovens, trabalhadores, que foram assasinados pela cor da sua pele, na cidade do Rio de Janeiro, vítimas do racismo naturalizado na sociedade. Moise Kabagambe fugiu do Congo por conta da guerra e veio morrer por algo tão banal, trabalhador diarista, foi espancado até a morte por ser pobre e negro. Durval, brasileiro, trabalhador, saiu da favela por conta da violência, confundido com um ladrão, recebeu tiros de um vizinho por ser pobre e negro. Ocorreu em uma cidade distante, mas que pode ocorrer próximo à nós.
É um processo histórico que precisamos de uma educação antirracista.
Na novela nos Tempos do Imperador um dos personagens em seu discurso fabuloso interpretado pelo ator Alan Rocha, ele diz na câmara Deputados, um discurso do século XIX e que poderia ser repetido nos dias atuais: “inaceitável um ser humano ser chicoteado em praça pública, como ainda fazem com os cativos. Eu sempre lutei pela minha gente com palavras, diálogos, conversas, até que levei um tiro. E só não morri por um milagre, e no entanto, Deputado, outros negros não tiveram a mesma sorte perderam e perdem diariamente suas vidas de forma brutal. Eu vou continuar lutando com as palavras, mas agora também com ações, com essa paralização que eu convoquei outra vez. Os senhores querem acreditar que a escravidão é uma necessidade para nossa economia, mas essa crença, senhores está consumindo esse país por dentro como fazem os cupins. Um país que quer ser civilizado, não pode conviver com essa barbárie, basta senhores! Basta! A vocação do meu povo nunca foi o cativeiro mas a liberdade! Por isso vamos lutar por ela até o fim! "