quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Ceará tem aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave causados por Covid

Foto: Reprodução/RPC

O Ceará apresentou crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por Covid-19. Outros 14 estados também acompanharam o aumento, segundo o novo Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (23).


O estudo destaca que os casos graves de Covid-19 nos estados começou a partir do final de outubro e início de novembro. Na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), 15 das 27 unidades federativas estão com esse cenário. A população adulta e nas faixas etárias acima de 60 anos estão entre os mais afetados.


Estados com aumentos de casos:

Ceará

Alagoas

Bahia

Distrito Federal

Goiás

Mato Grosso do Sul

Minas Gerais

Pará

Paraíba

Piauí

Rio Grande do Norte

Rio de Janeiro

Roraima

Santa Catarina

São Paulo

Fortaleza está entre as 17 das 27 capitais que apresentaram sinal de crescimento de síndrome respiratória grave na tendência de longo prazo. As outras são Aracaju, Belém, plano piloto e arredores de Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Teresina.


Os dados são referente à Semana Epidemiológica 46, período de 13 a 19 de novembro. A análise tem como base dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 21 de novembro.


Covid é responsável por 94% dos óbitos

Conforme o Boletim da Fiocruz, em 2022 já foram registrados 40.684 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as mortes, 29.384 (72,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 9.132 (22,4%) negativos e, ao menos, 873 (2,1%) aguardando resultado laboratorial.


Entre as mortes de SRAG por vírus respiratórios, 94,1% foram causadas pelo SARS-CoV-2 (Covid-19). Outras 3,2% foram por Influenza A, 0,1% Influenza B e 0,8% por vírus sincicial respiratório (VSR).


Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 2% Influenza A, 0,7% vírus sincicial respiratório e 93,3% por Covid.


Medidas de proteção

Devido ao claro cenário de aumento nos casos graves de Covid, o pesquisador da Fiocruz, Marcelo Gomes, defende a importância de medidas de proteção.


“Para diminuir a transmissão do vírus, é extremamente importante que a população retome o uso de máscaras adequadas em situações de maior exposição, como transporte público, locais fechados ou mal ventilados, aglomerações e nas unidades de saúde. Além disso, estar com a vacinação em dia é fundamental para diminuir o risco de agravamento da doença“, disse o coordenador do InfoGripe.

 


*Fonte: g1