A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou, nesta terça-feira (10), que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em diversas regiões do país, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.
Nos últimos dias, sindicatos do setor informaram que houve elevação — ou previsão de aumento — nos valores da gasolina e do diesel em vários estados. As altas estariam relacionadas ao avanço do preço internacional do petróleo após o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
No pedido encaminhado ao Cade, a Senacon solicita a abertura de análise para verificar possíveis indícios de infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem alteração na política de preços da Petrobras.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço médio da gasolina no país passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e o dia 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.
Segundo o ofício enviado pela Senacon, representantes de entidades do setor — entre elas Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) — relataram que os repasses às revendas já estariam ocorrendo ou devem acontecer em breve.
Em alguns estados, os aumentos chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina. No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou alta de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Já na Bahia, os reajustes alcançaram 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.
No Rio Grande do Norte, a gasolina passou de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, enquanto o diesel S500 subiu de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista, os aumentos registrados foram de cerca de 20 centavos, o que representa mais de 2%.
No documento, a Senacon destacou que “a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até o momento qualquer reajuste nos preços praticados em suas refinarias”.
*Da redação do BFJR, com dados do G1
* Foto: Consuela Gonzalez/Rede Amazônica Acre