Um homem de 24 anos, identificado como João Vitor da Costa Minervino, conhecido artisticamente como MC Black da Penha, foi preso neste domingo (26), em Fortaleza, suspeito de utilizar a carreira musical para fazer apologia ao crime organizado e promover uma facção criminosa de origem carioca considerada de alta periculosidade. A prisão foi efetuada por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), após trabalho de monitoramento e investigação da Polícia Civil do Ceará.
Segundo as investigações, o artista usava a influência nas redes sociais e o alcance de suas músicas para disseminar conteúdos com referências ao tráfico de drogas, uso de armas de fogo, violência e exaltação de integrantes da organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, no fim de semana, o MC se apresentou em um evento realizado no bairro Bom Jardim, onde teria reforçado, por meio das canções, mensagens de incentivo e enaltecimento ao grupo investigado.
Após a apresentação, o suspeito foi localizado e detido no bairro Meireles. Ele foi conduzido à sede da Draco, onde foi autuado em flagrante com base na nova legislação de combate às facções criminosas. A corporação aponta ainda que o cantor já vinha sendo acompanhado por setores de inteligência devido à recorrência de conteúdos considerados criminosos em suas composições e publicações digitais.
MC Black da Penha era agenciado pelo funkeiro paulista MC Ryan SP, preso pela Polícia Federal no último dia 15 de abril durante uma megaoperação que apura lavagem de dinheiro, transações ilegais e movimentações financeiras superiores a R$ 1,6 bilhão. A investigação aponta que o esquema utilizava produtoras musicais, redes sociais e o mercado de entretenimento digital para integrar atividades ilícitas como tráfico de drogas, apostas clandestinas e rifas virtuais.
Na mesma ofensiva federal, também foram alvos outros nomes do entretenimento digital e musical, entre eles MC Poze do Rodo. Na última semana, a Justiça acatou o pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP e dos demais investigados apontados como integrantes ou beneficiários do esquema criminoso.
*Da redação do BFJR, com dados do G1