Coordenada pela 4ª Promotoria de Justiça de Icó, a ofensiva cumpriu dez mandados de busca e apreensão com apoio da Polícia Civil. As medidas atingiram três servidores públicos — afastados por 90 dias — além de empresários, suspeitos de atuarem como “laranjas” e empresas envolvidas. Durante a operação, foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos e documentos, enquanto a Justiça determinou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados e a suspensão dos contratos sob suspeita.
As investigações apontam possível desvio de ao menos R$ 9,8 milhões entre 2020 e 2025. O MPCE também apura indícios de fraudes em contratos ligados ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e à Secretaria de Educação do município. Entre os crimes investigados estão fraude à licitação, falsidade ideológica, corrupção, peculato e associação criminosa. O caso tramita em segredo de Justiça, e até o momento a Prefeitura de Icó não se manifestou oficialmente.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do O Povo