Um caso alarmante em Belo Horizonte acendeu o alerta sobre os perigos da automedicação e do comércio clandestino de fármacos. Uma mulher permanece internada em estado grave após utilizar uma "caneta emagrecedora" (medicamentos análogos ao GLP-1, como a semaglutida) adquirida ilegalmente e sem qualquer orientação médica. O incidente, registrado nesta terça-feira (20), destaca as consequências severas do uso indiscriminado desses produtos para fins estéticos.
Segundo as autoridades de saúde mineiras, a paciente apresentou complicações sistêmicas agudas, evidenciando os riscos de adquirir substâncias sem procedência garantida, que podem estar adulteradas ou ser administradas em doses inadequadas para o perfil biológico do usuário.
A prática de comercialização desses medicamentos em redes sociais e mercados informais tem crescido, ignorando a necessidade de exames laboratoriais prévios e acompanhamento profissional. Especialistas médicos reforçam que, embora eficazes para o tratamento da obesidade e diabetes quando prescritos, esses fármacos possuem contraindicações rígidas e podem desencadear efeitos colaterais graves, como pancreatite, desequilíbrios eletrolíticos e falência renal.
A polícia civil de Minas Gerais investiga a origem do produto, enquanto conselhos de medicina e órgãos de vigilância sanitária reiteram que a busca por resultados estéticos imediatos não deve sobrepor-se à segurança biológica, alertando que o "atalho" para o emagrecimento pode resultar em danos irreversíveis ou fatais.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com G1.