Com maior peso na composição do IPCA, o grupo costuma apresentar elevações mais intensas entre o fim e o começo do ano por fatores sazonais de oferta e demanda. Dentro dele, a alimentação no domicílio subiu apenas 0,10% em janeiro, após alta de 0,14% em dezembro. Itens básicos ajudaram a conter o índice: o leite longa vida caiu 5,59% e o ovo de galinha recuou 4,48%, reflexo do aumento de estoques, maior produção, importações e redução no consumo durante as férias. Em contrapartida, o tomate disparou 20,52% por problemas de oferta e questões climáticas, enquanto as carnes subiram, em média, 0,84%.
Economistas atribuem o desempenho mais brando à combinação de safra elevada e câmbio mais favorável ao longo de 2025. Ainda assim, a avaliação é de que o cenário não deve se repetir ao longo de 2026. A consultoria Logos Economia projeta inflação de 3,8% para a alimentação no domicílio neste ano, diante de possíveis pressões das carnes, redução na oferta para abate e riscos climáticos. Em 2025, o acumulado em 12 meses do segmento ficou em 1,43%, abaixo da média histórica registrada entre 2011 e 2025.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do GC+