segunda-feira, 30 de março de 2026

Morte de menina de 12 anos deixa Iguatu e Mauriti em luto; caso levanta alerta sobre a necessidade de maior cuidado com a saúde mental


A morte da jovem Maria, de apenas 12 anos, ocorrida neste domingo (29), causou profunda comoção nas cidades de Iguatu e Mauriti. Muitas postagens de condolências e lamentos têm sido registradas nas redes sociais de parentes, amigos e de pessoas comuns que tomaram conhecimento da tragédia. 

O episódio suscita a reflexão sobre a necessidade de um cuidado sempre atento com a saúde mental também das crianças e adolescentes.

Especialistas em psicologia clínica e escolar reforçam que o comportamento infantojuvenil costuma emitir sinais sutis, muitas vezes confundidos com as fases do desenvolvimento. No entanto, a observação ativa e a comunicação aberta são as principais ferramentas de proteção.

De acordo com diretrizes de saúde pública, o sofrimento mental em menores, raramente se manifesta apenas como tristeza. Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças bruscas no padrão habitual da criança ou do adolescente, tais como: mudanças no padrão de sono (insônia ou sono excessivo) e apetite (perda de interesse por comida ou compulsão alimentar), queixas recorrentes de dores de cabeça ou de estômago que não apresentam causa clínica após avaliação médica, desinteresse por atividades que antes eram prazerosas ou recusa em conviver com amigos e familiares, irritabilidade excessiva, episódios de raiva ou choro sem motivo aparente, são sinais que podem acender um alerta. Nestes casos é muito importante abrir um diálogo acolhedor, sincero e sem julgamento com o jovem. A persistência dos sinais é o principal critério de busca por auxílio especializado. Se as alterações de comportamento durarem mais de duas semanas ou se houver qualquer menção a pensamentos de autoextermínio, a procura por um profissional deve ser imediata.