O governo federal projeta uma valorização gradual do salário mínimo que pode levar o piso nacional a superar R$ 2 mil até 2030. A estimativa consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que prevê o próximo reajuste para R$ 1.717 alta nominal de cerca de 5,9% em relação ao valor atual de R$ 1.621. A política de correção considera a inflação medida pelo INPC somada ao crescimento do PIB, garantindo aumento real, embora limitado entre 0,6% e 2,5% ao ano pelas regras do novo arcabouço fiscal.
As projeções indicam crescimento contínuo nos próximos anos, com o salário mínimo chegando a R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e cerca de R$ 2.020 em 2030, caso os indicadores econômicos se confirmem. O valor, no entanto, ainda é preliminar e depende do comportamento da inflação e do desempenho da economia. O texto do PLDO também estabelece metas fiscais, como superávit primário de 0,5% do PIB, buscando equilibrar as contas públicas enquanto mantém a política de valorização.
O salário mínimo impacta diretamente milhões de brasileiros, servindo de base para benefícios como aposentadorias e pensões do INSS, além de programas como o BPC (Loas) e o seguro-desemprego. Segundo estimativas, cerca de 61,9 milhões de pessoas têm rendimentos vinculados ao piso. A política atual retoma o modelo de valorização adotado em gestões anteriores ao governo de Jair Bolsonaro, que considerava apenas a inflação, e volta a incluir o crescimento econômico sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda que com limitações impostas pelo novo regime fiscal.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do GC+