sexta-feira, 1 de maio de 2026

COLUNA DA FÁTIMA ALVES - Vila São Felipe: histórias e memórias


Mais uma história local de Brejo Santo, especificamente Via São Felipe. Com autorização dos autores e da diretora Rivielly, que fazem a gestão da Escola Afonso Tavares de Luna. São textos que transformam o comum em algo extraordinário. Os locais retratados são: Sobradinho, Pontal da Serra, São Felipe, Estrada do Gado, Olho-d’água, Mingú, Santa Rosa, Salva Terra e Sozinho e Timbaúba. Idealizado pela Professora Cícera Jucieuda dos Santos e coordenado por toda uma equipe de Professores da escola. O Projeto traz como Título AMANTES DA LEITURA e já está em sua 14ª Edição. Vamos viajar pelo mundo da leitura e nos transportar para cada história escrita!

Vila São Felipe: histórias e memórias

"Há lugares que apenas abrigam pessoas, mas o Sítio São Felipe abriga histórias."

Carregado de lendas, raízes profundas e tradição, o Sítio São Felipe é um lugar onde o tempo deixou marcas de fé,  cultura e simplicidade. Tudo começou com pouco: algumas casas, poucas famílias e muita esperança. Hoje, o sítio é cheio de vida, não apenas pelas pessoas que o habitam, mas pelas memórias, crenças e costumes que o fortalecem. Um dos seus maiores símbolos é a igreja, que antes era feita de palhas e agora construída de tijolos, representa a fé resistente do seu povo. A escola e a creche, criadas há anos, também fazem parte dessa evolução e, segundo moradores entrevistados, melhoraram bastante ao longo do tempo. São Felipe é mais que um lugar: é um capítulo vivo da história de quem vive ali. Na vila, existia um pé de catolé que era "caiado" e a comunidade ficou por um tempo conhecida como "pau caiado". Com a necessidade de um local mais acessível, a construção da nova capela começou entre 1957 e 1958, pois o padre não conseguia subir com seu carro a ladeira que dava acesso. Essa nova capela, que se ergueu com dedicação e esforço, substituiu a antiga, permitindo que mais fiéis pudessem participar das celebrações. Os nomes envolvidos na doação das terras e na construção da igreja também são dignos de nota. Pedro Domingo foi quem doou uma parte do terreno, enquanto Firmino Jó trouxe o santo padroeiro, São Filipe Néri. Essas doações foram fundamentais para o crescimento da comunidade e para a formação da identidade de São Felipe. Além das tradições religiosas, a vila também se destaca pela educação. O cemitério da vila é ainda mais antigo, com mais de 200 anos, representando um importante marco na história local. Ele guarda as memórias dos primeiros habitantes e é um testemunho do tempo que passou. No ano de 1968, o até então prefeito Emílio Salviano trouxe para a comunidade da Vila da Mata uma televisão que foi motivo de muita comemoração pelos moradores, que por um bom tempo foi utilizado como o único meio de entretenimento. Os moradores da localidade e das comunidades vizinhas se reuniam em torno da televisão para assistir missas, jornais, programas de auditório e até mesmo os blocos de carnaval. A Escola Raimundo Moreira Luna foi fundada pelo prefeito da época Juarez Sampaio. No início, a escola tinha apenas um pequeno cômodo, lugar onde funcionava a sala de aula, não tinha energia, nem água, por esse motivo, era necessário que as merendeiras fizessem a merenda em suas casas para que pudessem levar para os alunos. Na comunidade já houve um posto telefônico, onde hoje funciona a Unidade Básica de Saúde. O posto de saúde também tem sua própria história inicialmente funcionava em uma casa. Para muitos, como Fernando Antônio Avelino, conhecido carinhosamente como Ferrinho, essa vila é muito mais do que apenas um lugar: é um lar repleto de histórias e sentimentos. Ele expressa seu amor pela região com entusiasmo, destacando suas raízes profundas na terra onde seus avós e bisavós viveram. Assim, a Vila de São Felipe se revela como um espaço onde passado e presente se entrelaçam em uma tapeçaria rica em cultura, fé e pertencimento. Cada canto da vila conta uma história e cada morador traz consigo uma parte dela viva em sua memória.