O ex-prefeito de Caucaia, Vitor Valim, foi alvo de uma operação policial realizada na manhã desta quarta-feira (13). A ação também teve como alvo a sede da Prefeitura de Caucaia.
Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), a operação, denominada “Sophismata”, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Caucaia, Fortaleza, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Conforme o órgão, os contratos firmados entre a Prefeitura de Caucaia e empresas investigadas teriam movimentado cerca de R$ 480 milhões.
A investigação é conduzida pela Procuradoria de Crimes contra a Administração Pública (Procap) e apura supostas práticas de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de capitais. Além de Vitor Valim, outras 18 pessoas e duas empresas são investigadas no processo.
De acordo com a decisão interlocutória da ação cautelar criminal, o inquérito teve origem em uma notícia de fato apresentada em maio de 2023 por Francisco Deuzinho de Oliveira Filho, conhecido como Deuzinho Filho. Na época, ele era vice-prefeito na chapa de Valim e atualmente ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão do prefeito Naumi Amorim.
Segundo a investigação, há suspeitas de crimes de responsabilidade relacionados à apropriação ou desvio de bens e rendas públicas, além de possíveis irregularidades previstas na Lei de Licitações, como contratações diretas ilegais, fraudes contratuais e pagamentos irregulares. As medidas judiciais também buscam identificar possíveis crimes conexos, incluindo eventual organização criminosa.
As denúncias iniciais apontam suspeitas de irregularidades na venda de terrenos públicos, falta de transparência em despesas oficiais, problemas financeiros na previdência dos servidores e possíveis falhas de gestão na empresa pública Soure, além de contratos envolvendo a Fundação Educacional Carlos Vanzolini e o Instituto do Meio Ambiente de Caucaia (IMAC).
Em nota, Vitor Valim afirmou que a operação possui “natureza política” e seria motivada por denúncias apresentadas por adversários. Já Deuzinho Filho declarou que apresentou as denúncias à Justiça em 2023 para, segundo ele, “mostrar a verdade para a população”.
*Da redação do BFJR, com dados do O Povo
*Foto: Samuel Setubal