Passou a valer nesta sexta-feira (5) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida, anunciada no fim de maio pela gestão do presidente Donald Trump, gerou reações do governo brasileiro, que considera a iniciativa uma possível interferência em assuntos internos do país e defende que o combate ao crime organizado ocorra por meio da cooperação internacional entre os Estados.
O Palácio do Planalto avalia que a classificação pode abrir precedentes para ações unilaterais de Washington sob a justificativa do enfrentamento ao terrorismo. Especialistas também apontam possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e financeiros, com impactos sobre investimentos, comércio exterior, turismo e operações do sistema financeiro.
A medida ocorre em um momento de aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Dias após o anúncio, autoridades norte-americanas defenderam a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros e fizeram críticas a políticas econômicas do país. O governo federal contestou as justificativas apresentadas e informou que poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade para responder a eventuais barreiras comerciais impostas pelos norte-americanos.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do Agência Brasil