segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ancelotti explica Brasil recuado contra Noruega e escolha por Bruno Guimarães no pênalti


O técnico Carlo Ancelotti justificou a estratégia adotada pela Seleção Brasileira na derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), nos Estados Unidos, resultado que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Durante a partida, a equipe brasileira teve apenas 35% de posse de bola, o menor índice da história da Seleção. Segundo Ancelotti, a decisão de não pressionar a saída de bola da Noruega foi tomada para evitar os contra-ataques liderados pelo atacante Erling Haaland.

“Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Odegaard, então era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um”, explicou o treinador.

Apesar da estratégia defensiva, Haaland marcou os dois gols da vitória norueguesa. Outro ponto questionado após a eliminação foi a escolha do volante Bruno Guimarães para cobrar o pênalti sofrido pelo Brasil aos 12 minutos do primeiro tempo, em vez do atacante Vini Júnior.

Ancelotti afirmou que a decisão foi baseada em um levantamento estatístico da comissão técnica. “Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo”, disse.

Com a eliminação nas oitavas de final, o Brasil registra uma de suas campanhas mais decepcionantes em Copas do Mundo, ficando fora das quartas de final. Apesar do resultado, a tendência é de continuidade do trabalho de Carlo Ancelotti, que tem contrato renovado com a Confederação Brasileira de Futebol até 2030.

*Da redação do BFJR, com dados do Diário do Nordeste
*Foto: Yuichi Yamazaki / AFP