Um homem foi resgatado de uma situação de trabalho análogo à escravidão em um sítio localizado em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima vivia na propriedade havia cerca de 18 anos. Embora o resgate tenha ocorrido em junho, o caso só foi divulgado neste mês pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT).
Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o trabalhador atuava como caseiro e morava no local com a esposa e os filhos, sem carteira assinada e sem acesso regular aos direitos trabalhistas. A investigação aponta que ele aceitou a proposta após ser atraído pela promessa de emprego formal, salário mínimo, cesta básica e melhores condições de vida para a família.
Para aceitar a oferta, o homem vendeu a própria casa e se mudou com a família para a propriedade. No entanto, as promessas nunca foram cumpridas. Conforme os auditores fiscais, o vínculo empregatício jamais foi formalizado e os pagamentos eram feitos de forma irregular, com valores cada vez menores. Durante a pandemia de Covid-19, a situação piorou com a redução da remuneração paga pelo empregador.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do DN