A cerimônia oficializa o registro aprovado pelo Iphan em junho, que reconheceu esses bens como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância para a fé popular e para a devoção ao Padre Cícero. O processo de reconhecimento foi iniciado em 2018, reuniu estudos técnicos e contou com o apoio de mais de 13 mil devotos. Além da dimensão religiosa, a iniciativa também valoriza manifestações culturais associadas às romarias, como o cordel, a xilogravura, o artesanato e a música popular nordestina.
Segundo o historiador Igor Sousa, do Iphan no Ceará, o reconhecimento levou em consideração o papel dos romeiros na construção da importância simbólica desses espaços ao longo do tempo. Locais ligados à trajetória de Padre Cícero, como sua antiga residência e a Basílica de Nossa Senhora das Dores, consolidaram-se como pontos de peregrinação ainda durante a vida do religioso. Após sua morte, em 1934, a Capela do Socorro, onde ele está sepultado, tornou-se um dos principais destinos de devoção, especialmente durante a tradicional Romaria dos Finados.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do O Povo