Os preços dos alimentos registraram queda pela primeira vez desde novembro de 2025 e contribuíram para que a inflação oficial do país fechasse junho em 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado é o menor para o mês desde outubro de 2025 e confirma a desaceleração da inflação pelo quarto mês consecutivo. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo havia sido de 0,58%.
No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio, mas ainda acima do teto da meta de inflação do governo, de 4,5%. No primeiro semestre de 2026, a inflação acumulada chegou a 3,36%. O grupo Alimentação e bebidas teve recuo de 0,24%, com destaque para a queda nos preços do café moído, frutas, carnes, açaí, óleo de soja e tomate. A alimentação consumida em casa ficou, em média, 0,39% mais barata.
A principal pressão de alta veio do grupo Habitação, que avançou 0,63%, impulsionado pelo aumento de 1,53% na energia elétrica, refletindo a manutenção da bandeira tarifária amarela e reajustes em algumas capitais. No grupo Transportes, as passagens aéreas subiram 7,12%, enquanto os combustíveis recuaram 0,48%, com destaque para as quedas do etanol, óleo diesel e gasolina. Segundo o IBGE, mais da metade dos produtos e serviços pesquisados ainda apresentou aumento de preços, mas o índice de difusão caiu para 54%, o menor desde outubro de 2025.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do Agência Brasil