A Polícia Civil do Ceará passou a investigar, além da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, a possibilidade de instigação, induzimento ou auxílio ao suicídio. A mudança na linha investigativa ocorreu após a análise de mensagens, depoimentos e outros elementos que teriam apontado para um relacionamento marcado por controle, vigilância, pressão emocional e conflitos. O namorado da jovem, João Munhoz Neto, é citado na investigação e nega envolvimento na morte.
Segundo o inquérito, mensagens recuperadas do celular indicariam que Isabelle relatava sofrimento psicológico, sensação de ameaça, manipulação e falta de liberdade. Uma testemunha afirmou ainda que, cerca de duas horas antes da morte, a estudante teria enviado um áudio de aproximadamente 16 minutos relatando uma discussão com o namorado e dizendo que ele deveria ser responsabilizado caso algo acontecesse com ela. A investigação também analisa uma câmera instalada na entrada do apartamento e a saída de João e da mãe do imóvel durante a madrugada após a morte.
A perícia conseguiu recuperar dados do celular até aproximadamente 2h do dia 13 de setembro, mas parte do conteúdo não foi extraída devido aos danos no aparelho. A polícia busca esclarecer o período entre esse horário e aproximadamente 20h40, quando ocorreu a morte, e determinar se houve uma decisão autônoma da estudante ou a participação de terceiros. João foi preso preventivamente nesta terça-feira (22), enquanto a defesa contesta as suspeitas e afirma que as hipóteses de suicídio ou queda acidental não podem ser descartadas. A investigação continua, e a audiência de custódia está prevista para esta quarta-feira.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do CN7