O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta segunda-feira (14), 13 pessoas suspeitas de envolvimento com pirataria de conteúdo audiovisual e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, o grupo operava plataformas clandestinas de streaming e comercializava acesso irregular a filmes, séries e canais de televisão.
Os investigados foram alvos de uma operação deflagrada em novembro de 2025. Conforme o MPCE, as investigações identificaram diferentes núcleos dentro da organização, responsáveis pelas áreas de programação, marketing e suporte financeiro.
Ainda de acordo com o Ministério Público, o esquema utilizava “laranjas”, empresas de fachada e sociedades registradas em um mesmo endereço fiscal para movimentar e ocultar recursos obtidos com a atividade criminosa.
Durante a operação, uma residência localizada em Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza, chamou a atenção das autoridades por abrigar uma estrutura utilizada para mineração de criptomoedas. Segundo as investigações, o equipamento teria sido empregado no processo de lavagem do dinheiro obtido pela organização com a comercialização de conteúdos piratas.
De acordo com a denúncia, os suspeitos administravam as marcas “DezPila”, “Tyflex” e “Onlyflix”. As plataformas ofereciam filmes, séries e programação televisiva sem autorização dos detentores dos direitos autorais, com planos de assinatura que variavam entre R$ 10 e R$ 90.
A investigação foi iniciada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) no fim de 2024, após o recebimento de informações sobre uma possível organização envolvida em crimes de violação de direitos autorais, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com a denúncia, os 13 investigados passam a responder judicialmente pelos crimes apontados pelo MPCE. A acusação ainda será analisada pela Justiça.
*Da redação do BFJR, com dados do Diário do Nordeste