O Ministério Público do Ceará (MPCE) se manifestou, nesta quarta-feira (14), a favor do arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto por suposta indução ao suicídio de sua namorada, Isabelle Caracristi. O estudante foi preso em 22 de setembro e deixou a prisão no dia 1º de outubro, mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A investigação foi concluída pela Polícia Civil em 30 de setembro, com 17 laudos periciais. A apuração apontou que a morte da estudante ocorreu por suicídio. João Munhoz foi indiciado por violência psicológica e fraude processual, mas não por indução ao suicídio. Segundo o MPCE, as provas reunidas não demonstraram intenção de provocar a morte nem a assunção consciente desse risco. O pedido será analisado pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
Caso o arquivamento seja aceito pela Justiça, a investigação sobre a suposta indução ao suicídio será encerrada, mas os procedimentos relacionados aos crimes de violência psicológica e fraude processual poderão continuar. O Ministério Público ainda avaliará se apresenta denúncia por essas acusações. A defesa de João Munhoz nega tentativa de obstrução das investigações e classificou como absurda a acusação de violência psicológica, afirmando que ele tratava Isabelle com carinho e afeto.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do G1 Ceará
