Casos de conflitos territoriais, ataques armados e ameaças contra povos indígenas estão sendo investigados por autoridades federais em diferentes regiões do Brasil. No Paraná, ocorrências envolvendo comunidades de Guaíra e Terra Roxa foram apuradas pela Polícia Federal. No Rio Grande do Sul, um homem foi atingido por quatro disparos durante um conflito em um acampamento indígena. Já em Mato Grosso do Sul, novas denúncias de ameaças contra comunidades Guarani e Kaiowá motivaram procedimentos do Ministério Público Federal (MPF).
A violência contra os povos originários também aparece nos dados nacionais. Levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), divulgado em agosto com base em registros oficiais de saúde, apontou 258 assassinatos de indígenas em 2025, contra 211 no ano anterior, um aumento de aproximadamente 22,3%. Em 2026, novas ocorrências continuam sendo investigadas, embora ainda não exista um balanço nacional consolidado dos assassinatos registrados ao longo do ano.
No Paraná, a Polícia Federal realizou diligências em Guaíra e Terra Roxa, em julho, após receber informações sobre hostilidades envolvendo comunidades indígenas. No Rio Grande do Sul, a Operação Mondecaá, deflagrada em setembro, apura uma tentativa de homicídio em Mato Castelhano, onde um homem foi baleado quatro vezes. Em Mato Grosso do Sul, o MPF investiga denúncias de ameaças, possíveis atropelamentos e suspeitas de contaminação da água utilizada por comunidades indígenas. As autoridades também anunciaram medidas para acompanhar os casos e reforçar a proteção dos povos originários.
*Na redação do Blog do Farias Júnior com dados do Gazeta do Paraná
