Precisamos falar de Lady Gaga
Essa semana assisti, depois de um pouco de resistência de minha parte, o documentário “Five Foot Two”, da Netflix. Confesso que não sou fã (ou não era) da Lady Gaga. O que eu sabia sobre ela era apenas de “ouvi falar”. Ou então o destaque sensacionalista que a mídia dava a algumas atitudes excêntricas suas. Das músicas, conhecia somente aquelas mais famosas que tocavam na rádio.
Mas, vendo o documentário, mudei completamente a visão que tinha sobre essa artista pop, tão amada por muitos. Conhecer a pessoa por trás da famosa cantora, fez com que eu refletisse sobre diversos aspectos da minha própria vida. O primeiro aspecto foi o preconceito. Eu achava que o documentário seria apenas para fãs chatos, que gritam por causa dela. Pensava que não acrescentaria em nada na minha vida. Ledo engano!
Stefani (esse é o nome de Lady Gaga) é um ser humano como todos nós. Ela ao permitir mostrar a sua intimidade, na minha opinião, não está querendo uma exposição a mais (exposição, aliás, que sempre esteve presente em sua vida). Mas está querendo dizer às pessoas que a seguem a importância de viver com intensidade cada momento da nossa – misteriosa – vida.
Lady Gaga tem fama, dinheiro, talento, reconhecimento... Mas sofre! Passa por um momento delicado em sua saúde, bem como por vários momentos difíceis em sua vida pessoal. O documentário fala justamente desse momento de transformação, seja pessoal ou profissional, que ela está vivendo. O filme nos coloca dentro do processo de criação de seu último disco “Joanne”, que é uma linda homenagem a sua tia paterna Joanne Stefani (o nome de Lady Gaga é Stefani Joanne, logicamente por causa de sua tia, que faleceu quando tinha apenas 19 anos).
O documentário me emocionou mais de uma vez. Depois que assisti, procurei ler mais algumas coisas sobre Lady Gaga. Descobri, por exemplo, que o seu problema de saúde fez com que a sua fé ganhasse mais força. Lady Gaga é católica e, em suas redes sociais, já postou algumas vezes demonstrações de fé, como participando da Missa, ou com o Terço.
E essa foi mais uma lição que tirei do documentário: não julgar a fé das pessoas! Só porque é famosa, Lady Gaga não pode ser católica, participar da missa, rezar o Terço? Infelizmente, vi alguns sites, que se dizem católicos, criticando-a. Ela própria se manifestou em seu Instagram, dizendo: “Nós não somos apenas ‘celebridades’ nós somos seres humanos e pecadores, filhos, e nossas vidas não são nulas de valores, porque lutamos. Estamos igualmente perdoados como nosso vizinho. Deus nunca é uma tendência, não importa quem seja o crente”.
Convido você, caro(a) leitor(a), a ouvir a canção “Joanne” (link abaixo), que começa dizendo: “Pegue minha mão e fique, Joanne. O Céu ainda não está preparado pra você. / Cada parte do meu coração machucado / precisa de você mais do que os anjos precisam.”
Bom final de semana a todos!
Danilo Alves Lima
Danilo Alves Lima
