A região do Cariri deve receber um novo gasoduto interligando os municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, que formam o triângulo Crajubar. O projeto prevê uma rede de aproximadamente 40 quilômetros de extensão e investimento inicial estimado em R$ 40 milhões. A informação foi divulgada pelo presidente da Companhia de Gás do Ceará (Cegás), Eduardo Marzagão, em entrevista à Rádio O POVO CBN Cariri.
De acordo com a companhia, o traçado da rede de distribuição de gás natural terá início no Distrito Industrial do Cariri, localizado em Barbalha, seguindo por um percurso estratégico em Juazeiro do Norte até alcançar o início de Crato, na Avenida Padre Cícero. A tubulação pretende conectar áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico da região.
Segundo Marzagão, os pontos de distribuição do gás natural para os consumidores finais vêm sendo mapeados pela Cegás há mais de três anos. O trabalho envolve equipes das áreas comercial e de engenharia, responsáveis por identificar as principais vias por onde passará o chamado gasoduto tronco, além das futuras ramificações para atender clientes. O presidente informou ainda que o projeto estrutural da obra já foi concluído.
A expectativa é que as obras tenham início no segundo semestre deste ano, após a conclusão do processo licitatório, prevista para julho. Atualmente, a companhia mantém tratativas com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e com as prefeituras do Crajubar para obtenção das licenças necessárias para construção e operação da estrutura.
De acordo com a Cegás, o gasoduto do Cariri terá capacidade inicial para transportar até 50 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Conforme o diretor técnico e comercial da companhia, Gustav Souza, a infraestrutura será implantada utilizando método construtivo não destrutivo.
O projeto tem como objetivo atender desde grandes indústrias até pequenas e médias empresas da região. A expectativa é que o uso do gás natural represente uma alternativa mais econômica em comparação a combustíveis fósseis tradicionais e à eletricidade, com possibilidade de redução média de até 35% nos custos diretos.
*Da redação do BFJR, com dados do O Povo
*Foto: Tiago Stille/Cegás/Imagem ilustrativa