O Ceará confirmou dois casos de mpox em 2026, ambos registrados no mês de fevereiro. Segundo dados da plataforma IntegraSUS, do Governo do Estado, foram notificados 27 casos até o momento, dos quais 17 já foram descartados e oito permanecem sob investigação. O primeiro caso divulgado, em 9 de março, foi de um homem que recebeu atendimento médico e apresentou boa evolução clínica, de acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
Em 2025, o Estado contabilizou 69 notificações da doença, com 13 confirmações e 56 descartes. Já em âmbito nacional, o Ministério da Saúde informou que o Brasil soma 140 casos confirmados de mpox em 2026, além de 539 suspeitos. A doença é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, e pode ser transmitida por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres.
A Sesa reforça que mantém vigilância contínua desde o primeiro registro da doença no Ceará, em 2022, com ações de monitoramento, investigação e orientação aos serviços de saúde. As medidas de prevenção incluem evitar contato com pessoas suspeitas ou infectadas, higienizar as mãos com frequência e utilizar máscara em situações de risco. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, e o tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, já que a maioria dos casos apresenta quadro leve a moderado. Pessoas com maior risco de exposição seguem como prioridade para vacinação, e a recomendação é buscar atendimento em caso de sintomas como febre, lesões na pele e inchaço nos linfonodos.
*Da redação do Blog do Farias Júnior com dados do O Povo