Policiais penais do Ceará decidiram, em assembleia geral emergencial realizada na sexta-feira (27), suspender a realização de jornadas extraordinárias caso o Governo do Estado não atenda às reivindicações da categoria. O grupo está acampado há cinco dias em frente ao Palácio da Abolição, sede do Executivo estadual, em Fortaleza.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Penais do Ceará, a mobilização inclui barracas e faixas de protesto e tem como principais pautas a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a nomeação imediata de 834 candidatos aprovados no último concurso público.
A entidade afirma que o sistema penitenciário cearense enfrenta déficit de efetivo, o que tem levado policiais penais a atuarem voluntariamente em dias de folga, por meio de horas extras remuneradas.
Durante a assembleia, a categoria aprovou a deflagração do movimento intitulado “abril sem extra”. Segundo o sindicato, caso o Governo do Estado não encaminhe à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará propostas de melhorias até o dia 1º de abril, os profissionais deixarão de realizar horas extras. Além disso, está prevista a realização de uma carreata entre o Palácio da Abolição e a sede da Alece, onde deve ocorrer um ato público.
Para a presidente do sindicato, Joélia Silveira, a decisão de acampar e suspender as horas extras reflete o esgotamento das negociações com o governo estadual. Segundo ela, diversas solicitações já foram encaminhadas a diferentes secretarias, mas, até o momento, não houve apresentação de propostas concretas.
*Da redação do BFJR, com dados do Diário do Nordeste
*Foto: Gabriel Giovanelli/Sindpen