sexta-feira, 17 de julho de 2026

Perícia conclui que bebê de 10 meses morreu por asfixia e descarta violência sexual no Ceará


A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê de 10 meses, morta na última segunda-feira (13), faleceu em decorrência de asfixia mecânica indireta e que não foi vítima de violência sexual.

De acordo com o laudo cadavérico, a causa da morte foi asfixia. Também foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de detecção de drogas no sangue da criança, que não identificaram a presença dessas substâncias.

A perícia ainda informou que os exames não constataram a presença de sêmen nem de material genético dos dois homens investigados no caso no corpo da bebê. O exame sexológico também descartou qualquer indício de violência sexual.

O resultado da perícia é compatível com a versão apresentada pela mãe da criança, que relatou ter encontrado o primo do namorado supostamente dormindo sobre a bebê.

Defesas se manifestam

Com a divulgação do laudo, a defesa do namorado da mãe da criança informou que irá ingressar com um pedido de habeas corpus para solicitar a soltura de um dos presos.

A advogada Gleicy Kelly Leitão afirmou que o resultado confirma o que vinha sendo sustentado pela defesa desde o início das investigações. Segundo ela, o laudo demonstra que não houve estupro e reforça a preocupação com o chamado “linchamento virtual” e o “Tribunal da Internet”. A defensora avalia ainda que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Já o advogado Weryd Simões, que representa a mãe da bebê, declarou que a família busca apenas o esclarecimento completo dos fatos, com respeito à memória da criança e ao devido processo legal.

Em nota, o advogado também criticou a disseminação de informações falsas sobre o caso e afirmou que pessoas que utilizaram a tragédia familiar para obter audiência e engajamento nas redes sociais deverão responder pelos danos causados.