A Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto por violência psicológica e obstrução da Justiça no caso da morte da namorada, Isabelle Caracristi. Preso em 22 de setembro, ele deixou a prisão no último dia 1º e passou a cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Segundo relatos de testemunhas reunidos durante a investigação, Munhoz apresentava comportamento controlador e teria tentado restringir as ações da namorada, contribuindo para o isolamento dela.
O indiciamento por obstrução da Justiça ocorreu após a Polícia Civil apontar que Munhoz tentou localizar e fazer desaparecer o celular de Isabelle. Conforme a investigação, ele teria vasculhado lixeiras do prédio com a ajuda do porteiro. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito também pediu que familiares da vítima não tivessem acesso ao condomínio na noite do ocorrido.
Em nota, a defesa de João Munhoz negou que ele tenha tentado interferir nas investigações. Segundo os advogados, o cliente colaborou com as autoridades desde o início. “Nosso cliente sempre cooperou integralmente com as investigações. João disponibilizou o telefone de seu irmão para a polícia e a perícia no dia do fato”, afirmou a defesa.
Sobre o indiciamento por violência psicológica, os advogados classificaram a acusação como “um completo absurdo”. A defesa afirmou que Munhoz sempre tratou Isabelle “com carinho e afeto” e questionou a possibilidade de um relacionamento de aproximadamente 30 dias ter provocado o quadro apontado pela investigação.
“Acreditamos que há uma tentativa de transferir para o nosso cliente problemas e questões que ela muito provavelmente já vivia anteriormente”, diz outro trecho da nota.
João Munhoz chegou a ser detido após a Polícia Civil apontá-lo como suspeito de possível indução ao suicídio. No entanto, esse crime não consta entre as acusações pelas quais ele foi indiciado.
*Da redação do BFJR, com dados do G1