Uma síndica de 54 anos sobreviveu a uma tentativa de homicídio após ser atingida por pelo menos três disparos e ter o corpo jogado em um rio, em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O crime ocorreu em 20 de setembro. Para escapar dos suspeitos, a vítima fingiu estar morta.
Duas pessoas suspeitas de envolvimento no crime foram presas no último domingo (18) pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). Entre elas estão uma mulher apontada como mandante da tentativa de homicídio e o filho dela, suspeito de atirar contra a síndica. As prisões ocorreram na mesma região onde o ataque foi registrado.
Conforme informações apuradas pelo Diário do Nordeste junto a fontes policiais ligadas à investigação, a motivação do crime estaria relacionada à suspeita de que a síndica havia denunciado atividades de tráfico de drogas em um residencial e nas áreas próximas.
As investigações apontam ainda que a mulher suspeita de ordenar o ataque e os demais envolvidos seriam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e teriam participação no tráfico de drogas na região.
Segundo a apuração policial, o filho da suposta mandante e um adolescente teriam levado a vítima para uma rua localizada atrás do residencial, onde a acusaram de denunciar o grupo às autoridades. A síndica teria negado as acusações.
No local, os suspeitos fizeram uma chamada de vídeo com a mulher apontada como mandante do crime. Durante a ligação, ela teria ordenado a execução da vítima, que foi atingida por disparos de arma de fogo.
Mesmo ferida, a síndica fingiu estar morta. Em seguida, os suspeitos jogaram o corpo dela em um rio próximo e fugiram do local, conforme os levantamentos da Polícia Civil.
A mulher conseguiu sobreviver e foi resgatada, sendo encaminhada inicialmente para uma unidade de saúde de Pacajus. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza.
Após sobreviver ao ataque, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e acionou a Polícia Civil, contribuindo para o andamento das investigações.
*Da redação do BFJR, com dados do Diário do Nordeste
*Foto: Reprodução/SSPDS
